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domingo, 22 de setembro de 2013

A lição dos Gansos - Empreendedores de Cristo

Quando um ganso bate asas cria um “vácuo” para o pássaro seguinte. Voando numa formação em V, o bando inteiro tem seu desempenho 71% melhor do que se a ave voasse sozinha.
Lição: Pessoas que compartilham uma direção comum têm senso de comunidade, podem atingir seus objetivos mais rápido e facilmente.
Sempre que um ganso sai da formação, sente subitamente a resistência por tentar voar sozinho. Rapidamente, volta para a formação, aproveitando a “aspiração” da ave imediatamente à sua frente.
Lição: Se tivermos tanta sensibilidade quanto ao ganso, permaneceremos em formação com aqueles que se dirigem para onde pretendemos ir e nos disporemos a aceitar a sua ajuda, assim como prestaremos a nossa a outros.
Quando o ganso líder se cansa, muda para trás na formação. Imediatamente, outro ganso assume o lugar, voando para a posição de ponta.
Lição: É preciso acontecer um revezamento das tarefas pesadas e dividir a liderança. As pessoas, assim como os gansos, são dependentes uma das outras.
Quando um ganso fica doente, ferido, ou é abatido, dois gansos saem da formação e seguem-no para ajudá-lo e protegê-lo. Ficam com ele até que esteja apto a voar de novo, ou até que morra. Só assim, eles voltam ao procedimento normal, com outra formação, ou vão atrás de outro bando.
Lição: Se nós tivermos bom senso tanto quanto os gansos, também estaremos ao lado dos outros nos momentos difíceis.
Gostaria que você pensasse bem nessas lições dos gansos. Leia com atenção, reflita sobre cada item, transponha-os para a sua realidade, mostre ao seu pessoal e discuta com eles. Até com os gansos podemos aprender!
Autor desconhecido

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Negócios

SABEDORIA NOS NEGÓCIOS
 
O que um pastor poderia ensinar aos seus liderados sobre negócios? Parece pouco espiritual, mas os líderes da Bíblia instruíam seus liderados em assuntos com essa magnitude de praticidade. Em certo sentido, perdemos muito no tratamento de assuntos da vida real pela influência abstrata dos gregos. Muito de nossa espiritualidade exclui todo o tipo de assunto material. Mas a Bíblia trata de assuntos práticos da vida e quer nos ensinar a partir destas coisas “pouco espirituais”. Vamos falar um pouco sobre negócios.

A junção do antepositivo “neg-” (dizer não, negar, recusar) com o substantivo masculino “ócio” (folga, repouso, quietação) gera a palavra negócio, que significa ocupação, atividade, trabalho. Assim, quando perguntamos a alguém qual o seu negócio, estamos nos referindo ao que ocupa a mente, coração e agenda dessa pessoa. O livro de Provérbios está recheado de ensinamentos para uma vida plena de sabedoria nos negócios. Diz, por exemplo, que antes de constituir família, devemos ter um trabalho definido (Pv 24.27); que o trabalho deve ser feito com muito esforço, cuidado e diligência (Pv 27.23-27); que o trabalho habilidoso nos levará perante reis (Pv 22.29); que a mulher também tem suas responsabilidades no trabalho (Pv 31.15-19); que o indivíduo de bem deixa herança aos filhos (Pv 13.22) e que o bom empregado pode até participar dessa herança (Pv 17.2);  por isso também, na hora de contratar, deve-se ter muito critério (Pv 26.10) e clara definição nesse relacionamento (Pv 29.19, 21; 30.22,23). Incentiva a imitação da trabalhadora formiga e repreende fortemente o desocupado, ocioso e preguiçoso (Pv 6.6-11; 10.26; 12.24, 27; 13.4; 14.23; 15.19; 19.24; 20.4; 21.25; 22.13; 24.30-34; 26.13-16; 31.27).

Segundo a sabedoria milenar de Provérbios, o trabalho aceitável por Deus deve ser feito na base da ética, da honestidade e da transparência. Fica claro que o Senhor abomina o desonesto, aquele que engana, mente, trapaceia (Pv 11.1; 16.11; 20.10 e 23; 23.10). Melhor é ganhar pouco, mas de maneira honesta (Pv 13.11; 15.16; 16.8; 21.6). O autor condena veementemente a ganância (Pv 1.19; 11.6; 28.8), o uso de suborno nas negociações (Pv 15.27; 17.8 e 23) e alerta que não devemos trabalhar demasiadamente (Pv 23.4-5), não ficarmos devendo demasiadamente (Pv 22.7b) e nem sermos fiadores de estranhos (Pv 6:1; 11:15; 17:18; 20:16; 27:13).

Salomão também nos ensina que todo trabalho deve ser precedido por bons planos e projetos (Pv 21.5), com muita humildade (Pv 27.1), cercado de bons conselhos (Pv 15.22; 20.18; 24.6) e consagrado ao Senhor (Pv 16.3), pois dEle vem a resposta certa (Pv 16.1 e 9; 21.30 e 31). No Senhor devemos confiar e nada temer (Pv 3.5; 23-26; 27.12). Diz para fugirmos de planos iníquos, maldosos e perversos, pois o Senhor conhece todas as nossas intenções de coração (Pv 3.29; 5.21; 6.18; 12.20; 14.22; 16.2; 24.12).

Os desafios do texto incluem a responsabilidade social e a generosidade (Pv 3.9-10; 11.24 e 25; 21.13; 24.11; 28.27; 29.7; 31.20), pois estar sensível aos desfavorecidos faz parte do coração de Deus. Aliás, o que torna uma pessoa agradável é quando ela expressa misericórdia (Pv 19.22). Deus mesmo perdoou todos os nossos pecados através de sua misericórdia (Pv 16.6) pela generosidade de dar seu único filho Jesus Cristo em nosso favor. Somente através de Cristo podemos alcançar esse coração.

O pastor batista Dr. Martin Luther King Jr. (1929 - 1968), o mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz (35 anos), reconhecido pelo negócio de lutar pelos direitos civis, trabalhava em um estábulo durante o dia, enquanto completava seus estudos à noite. Certo dia não teve tempo para tomar banho após o trabalho, saindo do estábulo direto para a escola. Quando lá chegou, alguém o atacou dizendo: “Martin, você está fedendo como uma mula”. Ele respondeu: “É verdade. Mas enquanto eu não pensar como uma, não tem problema”.

Como Luther King, José no Egito e tantos outros, não importa o perfil de seus liderados, o importante é que cada um assuma o chamado de transformar seu lugar de trabalho ou seu negócio com o brilho da sabedoria que Deus quer derramar sobre nossas vidas!

Autor: Rodolfo Montosa
Fonte: www.institutojetro.com

BIBLIOGRAFIA DE WILLIAM COLGATE

Nasceu na Inglaterra em Kent 25 de janeiro de 1783. Ele era o filho de Robert e Mary (Bowles) Colgate. Seu pai, Robert Colgate por simpatizar com as colônias americanas e discordar do nepostimo inglês, resolveu mudar para os Estados Unidos em 1798. Eles se estabeleceram em Hartford Co.Md. em uma fazenda, o trabalho deles era duro. Willian sempre ajudava o pai na fazenda e procurava sempre formas mais eficientes e rápidas de concluir o trabalho, mas ainda assim sua família não conseguia se recuperar financeiramente. Devido a ruína quea travessavam seu pai se propõe a vender os animais, pois o dinheiro não dava para todos.

William diz ao pai para não vender os cavalos, senão não teria como trabalhar, e queria tentar a vida na cidade, que havia orado muito e acreditava que se fosse para cidade conseguiria ganhar dinheiro e ajudá-los. Seu pai acaba concordando relutante sabendo no fundo do coração que seria melhor assim. A mãe ao ouvir a notícia começa a chorar, depois de se acalmar pede ao filho para ler Malaquias 3:10 em voz alta, e ele lê "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa. Teste-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, e vejam se eu não vos abrir as comportas do céu e derramaria  muitas bênçãos  para que você não terá espaço suficiente para isso. " Sua mãe pede para que ele não se esqueça disso. William tinha 16 anos de idade quando deixou a casa dos pais, no caminho encontrou um velho que orou com ele e falou: 'Alguém' será brevemente, o principal fabricante de sabão em Nova Iorque. Espero que seja você. Seja homem prudente. Dê seu coração a Cristo. Lhe entregue de cada dólar que você receber, a parte que lhe pertence. Faça um sabão honesto, no peso dê uma libra inteira (454 gramas, ou seja, fácil de manusear e barato). Sei que você será abençoado." Chegando em Nova York com dificuldade, conseguiu emprego. Começou a trabalhar como aprendiz de uma caldeira de sabão e aprendeu o negócio.

Lembrando-se das palavras do velho e dos conselhos da mãe começou a frequentar uma igreja no seu bairro e logo que recebeu o primeiro salário entregou o dízimo. William tinha espírito empreendedor, sabia ver os erros administrativos com facilidade,o patrão dele percebendo a capacidade de William o fez sócio. Em 1811 ele se casou com Miss Mary Gilbert, filha de Edward Gilbert. Não se esqueceu de ajudar os pais comprando-lhes uma fazenda no município vizinho. Procurou sempre ajudar os pais no que era necessário.

A empresa prosperava, as mulheres que antes produziam sabão em casa começaram a comprar e William foi enriquecendo, mesmo assim continuou sendo um homem bom e fiel. Após a morte do seu sócio, William mantém a empresa sozinho e continua prosperando, se propõe a aumentar as suas contribuições a Igreja e pede para o seu contador separar 10% do lucro para doar, de 10% ele passa a 20% depois 30% até chegar a50%. William se torna um grande filantropo, e um dos homens mais ricos em NovaYork, e doa dinheiro para fundar colégios e para ajudar missões e produção de Bíblias.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

NEGÓCIOS SÃO NEGÓCIOS...

A expressão “negócios são negócios, amizade ou religião a parte” se tornou comum até mesmo no meio empresarial evangélico e retratam o fato de que o dinheiro e o lucro suplantam qualquer confissão de fé ou relacionamento com as verdades do Evangelho.
 
Meu primeiro contato com o mercado editorial evangélico foi em 1986 com a publicação do meu primeiro livro. Naquela época ainda vivíamos o romantismo no mercado gospel. Hoje este “nicho de mercado” cresceu e, depois da última eleição, o papel do mercado religioso se tornou mais evidente. Isso nos dá a indicativa de que o campo em que vivemos fertilizará e ampliará muito mais o movimento empresarial nesse segmento – seja na produção, comercialização ou mesmo prestação de serviços. Por que, então, não refletirmos nesse tema de modo a estabelecermos pro ativamente princípios de ação nos negócios?
 
Me lembro que durante esses quase 30 anos de vida nos bastidores dos negócios do mundo religioso pude ouvir e até ver com meus próprios olhos relacionamentos entre evangélicos pautados na separação entre as leis do mercado e do lucro e os princípios éticos cristãos.
 
Contratos transgredidos, promessas não cumpridas, débitos não quitados dentro dos prazos combinados, prejuízos causados sem o devido ressarcimento, títulos protestados, acobertamento da verdade, salários e indenizações não saldados, parcerias em o que valeu mesmo foi a oportunidade de apenas uma das partes, sonegação de tributos e tantas outras mazelas que inevitavelmente fertilizaram ruptura de relacionamentos, prejuízos. E, no domingo, todos estamos cantando e “cultuando” na igreja.
 
Mas isso não ocorre apenas no mercado gospel, ocorre também entre empresários e empregados evangélicos. Tanto patrões, como empregados evangélicos reclamam uns dos outros. Empregado evangélico muitas vezes confunde trabalho com igreja, patrão evangélico também pode confundir fraternidade com abuso de poder ou financeiro.
 
Já vi muitas atitudes, até entre líderes evangélicos, que colocam a prova qualquer temor de Deus, envolvendo não apenas o aspecto financeiro, mas também a maneira de liderar – com autoritarismo e até mesmo com tirania. Um líder evangélico, já falecido, que quando alguma jovem que trabalhasse com ele se casasse seria imediatamente despedida, pois poderia ficar grávida e, assim, dar prejuízo a instituição que ele liderava.
 
Se somos embaixadores de Cristo aqui neste mundo (2 Co 5:20), se o evangelho é para ser vivido como estilo de vida em tempo integral (Lc 9:32; Rm 12:1-8), se torna urgente assumirmos os ideais éticos cristãos para a nossa vida como um todo – vida pessoal, relacional, sentimental, nos negócios, etc.
A questão aqui é se vamos nos orientar pelos negócios ou se os negócios é que vão ser orientados por princípios éticos cristãos.

Autor: Lourenço Stelo Rega - Fonte: Revista Consumidor Cristão Jan/Fev 2011

Profissional Cristão

O VALOR DO CRISTÃO NO MERCADO DE TRABALHO

É dramática a situação de pessoas que se acotovelam nas salas de cursinhos preparatórios para concursos públicos que prometem salários atrativos e uma falsa sensação de estabilidade funcional.
 

Se falarmos da iniciativa privada, a situação é outra, não valem apenas o conhecimento de uma área específica ou domínio da informação, mas, também a atuação junto ao grupo de trabalho, a eficácia em lidar com conflitos internos, externos e grupais é levado em conta. No processo de seleção fatores como, valores culturais, pessoais e religiosos, estabilidade familiar, convivência e atuação em grupos de trabalho são avaliados, pois os riscos de inadaptação representam custos altos, seja pela indenização por conta da demissão, ou pelo novo treinamento do recém contratado.
 

Muitas empresas estão enxugando estruturas funcionais, preferindo contratos de prestação de serviços, lançando mão da contratação para execução de projetos específicos, e, nesta hora o empreendedorismo de si mesmo, e a excelência na prestação se serviço é o que realmente conta. Estas são as novas relações profissionais estabelecidas dentro de um mercado globalizado, porém, elas também podem nascer, crescer e desenvolver, ou simplesmente viver agonizando até a morte, porque na atual demanda de mercado, só sobreviverão os profissionais que sejam realmente resposta para um problema. Qualidade, eficiência e excelência é o que as empresas querem, o prestador de serviço deve sempre ir além daquilo que é pedido, o mercado irá querer contratar aqueles que superam suas expectativas e, que fazem muito mais do que é esperado, este profissional excelente está, e sempre estará em alta no mercado.
 

O sonho de um trabalho estável com altos salários, e com promessa de aposentadoria ficou, para trás, já aconteceu em outras décadas, hoje já nem tanto, porém a maioria das pessoas continuam sonhando hoje o sonho do ontem. O que há de real hoje, é que o mercado todos os dias aponta para milhares de oportunidades de trabalho, seja na prestação de serviços, que é um dos mercados cada vez mais crescente, a terceirização ou quarteirização da mão de obra, porém, nota-se que ainda está em falta homens e mulheres com ousadia e coragem para enfrentar o mercado. Pode-se perceber que o conforto de um emprego com “carteira assinada” e o, comodismo do salário garantido no final do mês, é ainda o sonho da maioria das pessoas, mesmo que se saiba que o mesmo virá a custa de frustração de potencial e, paralisia na criatividade e produtividade do trabalhador, como acontece muitas vezes no serviço público. 

Todos desconfiam das promessas milagrosas governamentais de gerar milhares de empregos, mas a maioria prefere acreditar que o maior empregador do país, o Governo, sabe o que está dizendo, e que o mesmo é quem irá garantir e dar estabilidade ao profissional.
 

Infelizmente, a busca por “um lugar ao sol” está na maioria das vezes ligada a empresas, organizações governamentais ou não, indústrias, carteira assinada, multinacionais, e esta busca está também dentro do coração e da mente da maioria do povo de Deus. Jamais podemos esquecer que o único que pode nos dar estabilidade é Jesus, e que só Ele é Senhor e, Nele é que está a nossa garantia, e por intermédio dEle, nós que somos filhos é quem devemos dar garantia a nossa nação, indústria, empresas, organizações, e não o inverso. Assim cabe-nos um questionamento, afinal qual o papel do cristão dentro deste contexto sócio econômico?
Lembro-me da preleção de uma executiva de televisão e cinema dos EUA, chamada Déborah Bartled que em um seminário em Nassau nas Bahamas, disse:
- O que Steven Spilberg pode fazer, que você tendo o Espírito Santo de Deus, não pode fazer melhor?
- Ela dizia que muitos evangélicos se apresentavam para fazer algum programa de televisão e quando ela avaliava a preparação, equipamentos, e capacidade, encontrava na maioria um grande improviso, imaturidade gerencial, indisciplina, despreparo. O mercado de trabalho sempre estará aberto para pessoas que se dispõe a ser e fazer a diferença. Precisamos diferenciar o fato de ser a diferença, de ser o diferente, o estranho do grupo, muitos erram e até se afastam do propósito ensinado por Cristo de sermos a luz do mundo e o sal da terra (Mateus 5: 14,15) , quando tornam-se “os estranhos” do grupo, não se misturam deixando a nítida impressão, de ser melhor, especial, o dono da verdade, sendo quase intocável, criticam a todos e, estão sempre prontos para apontar comportamentos inadequados, e assim são considerados pelas organizações como pessoas críticas, antissociais, esquisitas mesmo.
 

Ser a diferença é o oposto de tudo isto, o não se misturar, é não participar de intrigas, fofocas, roubos seja de objetos e ou de tempo, como por ex.: ficar batendo papo na internet no horário de trabalho. Ser diferente, é ter sempre uma palavra de consolo, conforto e ajuda, para aquele colega, que tentou te passar a perna meses atrás, ser diferente é, nunca chegar atrasado, a não ser por motivo justo, é fazer além da sua obrigação, é ser feliz e educado sempre, independente das circunstâncias, esta é algumas das diferenças que Jesus espera dos seus filhos.
Ainda posso me lembrar do dia em que estava ministrando uma reunião para desempregados em nossa comunidade, quando ao final do encontro vindo em minha direção um senhor estendeu um envelope com listas de dezenas de oportunidades de trabalho para serem divulgadas.
Perguntei-lhe:
- O senhor é membro de nossa igreja?
Respondeu-me:
- Não, sou católico! É que o diretor da empresa me mandou aqui porque gostou muito das pessoas que foram encaminhadas daqui, e abriu novas oportunidades.
Então pensei comigo mesmo.
É, o povo de Deus está fazendo a diferença por lá mesmo!
 

Lamentavelmente nem sempre isto acontece. Não raro, encontramos queixumes de empregados e empregadores cristãos, quanto as dificuldades em trabalhar com cristãos que não dão bons testemunhos.
Mas, afinal o que Deus deseja que façamos para agradá-lo no campo profissional?
Primeiramente, acreditamos que é o não fazer distinção entre trabalho secular e sagrado.
 

Uma herança religiosa do passado, e que em nada dignifica ou inspira o desenvolvimento do cristão, mas sim cria em sua mente uma dicotomia, ou seja, existe dois registros mentais, onde a pessoa considera que existem umas ações que são consideradas sagradas e outras profanas. É comum no meio evangélico encontrar-mos pessoas infelizes com o seu emprego, por considerá-lo secular, destituído da graça divina, e que sonham em praticar a “obra” em tempo integral, porém, a maioria das pessoas se esquecem que o trabalho dito profano, pode ser exatamente o local que Deus quer utiliza-lo(a). 

Nota-se que o povo de Deus vivem com certos critérios e valores de segunda a sexta feira e quando chega-se ao sábado ou domingo veste-se uma roupa religiosa e vão a igreja viver e praticar a vontade de Deus.
 

Trata-se de um verdadeiro convite ao conflito e sofrimento psíquico, quando não espiritual. O ser humano é um ser total com corpo, alma e espírito que jamais podem ser desassociados, assim, tudo o que fizer e onde estiver, “faça tudo como para o Senhor.....” Segundo, honrar a Deus através da sua profissão.
 

Existem inúmeras demandas e atividades profissionais onde o cristão pode atuar, principalmente como um filho de Deus, guiado pelo Espírito Santo e recebendo inspiração divina, mas infelizmente boa parte dos cristãos estão sonhando em desfrutar do “Céu” e não quer transformar a terra e seus sistemas sociais. Em nossas palestras provocamos propositalmente os ouvintes cristãos a repensarem o seu papel social e comunitário, fazemos afirmações como esta:
- O Espírito Santo está aguardando voluntários para ensiná-lo a fórmula para cura da AIDS, da Malária, desenvolvimento de programas alimentares para população desnutrida, métodos de alfabetização e educação complementar, sistemas econômicos e financeiros para serem aplicados no mundo inteiro, tem alguém aqui que se candidate? E, olhando como se achasse impossível, que o Deus Todo Poderoso possa se interessar por atividades tão mundanas, a maioria fica em silêncio.
 

Mas, muitos não hesitariam em seguir viagem para algum país distante para falar do evangelho, mas recusam-se a desenvolver sua profissão como uma ferramenta de crescimento do Reino de Deus na terra em sua própria cidade.
“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. (Mateus 5:16)
A palavra boas obras neste texto no original em grego significa “obras excelentes” uma proposta de aplicação da doação e generosidade inspirada em Deus.
Terceiro, ter um padrão de excelência profissional que provoque um grande impacto no mundo.
 

O cristão tem a responsabilidade de organizar a sociedade, pois os fundamentos de sua fé, estão alicerçados no respeito e cooperação mútua, respeito e honra as autoridades, e auto superação baseada no padrão ensinado por Jesus Cristo, com amor ao próximo e a Deus, sabendo que haverá prestação de todas as ações boas e más. Na etimologia da palavra excelência encontramos bondade, é aquele caminhar além do que é pedido ou contratado, chamaremos do caminhar uma segunda milha, conforme Jesus nos ensinou:
“Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas”. ( Mateus 5: 41)
E, num processo de recusa em ser medíocre, egoísta, amargo, o verdadeiro cristão lança-se numa permanente auto superação, desconsiderando as suas limitações, mas amparando-se agora na ilimitada fonte de inspiração e sabedoria disponível em Deus.
Prof. José Campos: Escritor, Docente local do Instituto Haggai, Professor em Liderança Cristã e Relações Interpessoais, ex-Diretor de Reinserção Social no Governo de Minas Gerais.
Dra Carla S. Campos: Mestre em Teologia, Psicóloga Clínica, Escritora, Palestrante, Ex-Diretora da Federação Aquática Mineira. Ambos, membros da Igreja Batista da Lagoinha em Belo Horizonte. 

A ÉTICA DO PROFISSIONAL CRISTÃO

Amigos, 3/4 da vida passamos dormindo ou trabalhando. Que coisa, é muito tempo! Raciocine: onde você passa mais tempo: no templo da sua igreja ou no local de trabalho? Na "igreja" (estou usando o termo no sentido popular, antes que alguém escreva reclamando...) passamos por semana quando muito 10 horas. No trabalho passamos isso quase todo dia. Ora, é óbvio que se a gente passa tanto tempo trabalhando, e se não deixamos de ser cristãos quando saímos do templo, a nossa vida profissional, ao lado da vida familiar, são os dois ambientes onde poderemos mostrar de forma mais efetiva o nosso cristianismo.

Não se trata de definir, nesse momento, o que é mais importante, ou onde você aprende mais etc etc. É apenas a constatação de um fato, e da maior relevância. A maioria de nós não pode se dar ao luxo sequer de escolher onde QUER trabalhar. Estamos mais para agradecer a Deus onde CONSEGUIMOS trabalhar. E Deus vai conosco para o nosso trabalho, e nós continuamos a ser "sais da terra", mesmo depois que passamos a catraca eletrônica e ligamos a máquina na fábrica, ou atendemos o paciente no consultório, ou o cliente na loja ou participamos da audiência, ou negociamos a venda do produto ou ...

Acho que está na hora de questionarmos mais profundamente qual deve ser nossa postura nesse local onde ganhamos o "pão de cada dia". É necessário que a gente comece a pensar melhor em como nos posicionamos como cristãos na esfera profissional. Parece-me constrangedor o fato de que, sendo esse o fator que durante mais tempo envolve a nossa vida, não seja tão discutido e abordado como outros temas.Discutimos exaustivamente como devemos nos reunir, por exemplo. Mas esquecemos de que a nossa vida (infelizmente, até) não é uma constante reunião de crentes. A segunda-feira chega para todo mundo.

Nossa tendência de superficialidade e simplificação das coisas é preocupante nessa área. Afinal, espiritualidade verdadeira não se mede (apenas) pela freqüência de um crente às reuniões. Tem uma porção de crente que não falta nem que esteja chovendo canivete. Mas quando chega na área profissional, cadê a ética, o respeito ao próximo, a honestidade? Quantos são os que pregam o Evangelho no domingo à noite e na segunda pregam cheques sem fundo e protestos em cartório!!

Outro aspecto, que eu chamaria de "mais nobre" da discussão, é que o profissional moderno tem que tomar certas decisões que são relativas à vida moderna e sobre as quais a Bíblia não trata explicitamente, por razões óbvias.

Explico: se você é um profissional médico, diretor de um hospital, e couber a você decidir se desliga ou não o aparelho do paciente. E aí? E se tiver que contar o diagnóstico de um câncer ao pai de família? Conta, mente ou dissimula?

Na área comercial não é diferente. Para ganhar a concorrência, eu pago ou não aquela viagem para a Europa que o comprador pediu? Isso sempre será propina ou nem sempre? Quando se justifica ou quando não?

E o crente psicólogo? Pelo juramento, sua clínica tem que ser laica. Mas, como apontar uma solução para um paciente sem falar de Deus? E se falar de Deus, feriu a ética profissional... E a secretária? Diz que o chefe não está ou expõem-no ao constrangimento?

Há outras perguntas na cabeça dos jovens cristãos de hoje. Qualquer profissão serve para o crente? Como justificar biblicamente uma resposta positiva ou negativa? Daqui a pouco (e para muitos a hora já está aí) é preciso escolher um curso universitário. Será que é só optar pela que dá mais dinheiro, ou será que mesmo dando dinheiro é preciso tomar cuidado com algumas áreas?

Pensando em tudo isso, e também observando que a nossa geração foi privilegiada (esses dias numa conferência perguntei quantos eram formados ou estavam na universidade, quase metade levantou a mão) com o acesso à cultura, à informação e à formação, pode-se concluir que não foi à toa que Deus nos deu este privilégio (que muitos de nossos pais não tiveram). Creio que Ele quer usar essa nova condição para a Sua glória.

Aí, estudamos, chegamos à universidade, e depois ao mestrado e ao doutorado e depois ao sucesso profissional. Mas até que ponto isso tudo não está sendo conseguido ao arrepio da ética e às custas do bom nome do cristianismo?

Marcos Soares www.irmaos.com
PROFISSIONAL CRISTÃO E O SONHO DE DEUS

Será que minha prosperidade financeira não acontece por que não estou trabalhando o suficiente?
 

Uma nuvem de engano tem norteado a mente dos profissionais cristãos. Muitas interrogações surgem, tais como: “O trabalho que faço agrada a Deus?”; “O reino de Deus pode se manifestar aqui no meu trabalho, mesmo este não sendo eclesiástico?”; “Será que minha prosperidade financeira não acontece por que não estou trabalhando o suficiente?”; “Estarei em perigo quanto à minha segurança financeira se não tiver um trabalho ‘fichado’?”

A Palavra do Senhor em Mateus 6.22 diz: ”Ninguém pode servir a dois Senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e ás riquezas.” Falamos a cristãos, então cabe uma pergunta: quem tem sido o seu Senhor?

Reflita agora e juntos analisemos. “Senhor” significa governo. Se Jesus Cristo é quem governa a sua vida e você o ama de todo o seu entendimento e coração, sendo Ele o primeiro em tudo, então todas as demais coisas lhe serão acrescentadas – assim nos afirma as Escrituras Sagradas.

Agora, se o seu trabalho e a busca por riquezas tem sido o centro da sua vida e de seu amor, então, cuidado, porque este seu “senhor” pode tirar você do propósito de Deus que é o de ter uma vida em equilíbrio; saúde tanto no corpo, alma e espírito bem como nas relações familiares e comunidade.

Aí você me pergunta: “Mas as provisões, de onde virão?” Eu lhe respondo: Deus entregou ao homem tudo o que há na terra para que ele pudesse transformar o que foi criado por Ele (como a madeira, a areia, a terra, o ferro, o vento, os vegetais, os animais e tudo o que existe à nossa volta). Chamou Deus de “bom” tudo quanto fizera e designou ao homem que exercesse domínio sobre a criação.

O homem é o “muito bom” de Deus. A transformação do “bom” em “muito bom” está em suas mãos. Tudo o que existe à sua volta, aguarda ansiosamente por seu toque transformador. Exercer domínio sobre todas as coisas e manifestar o Reino de Deus com o seu plano e o propósito, é um privilégio dado ao homem.

Mas, afinal, o que é “dominar”? Dominar é desvendar, conhecer, desnudar, descobrir toda e qualquer obscuridade. Citemos um exemplo: quando Bill Gates determinou que dominaria o mercado mundial com o seu software, e que haveria um microcomputador em cada casa no mundo inteiro, ele buscou conhecer, descobrir, desvendar tudo sobre o mesmo, toda e qualquer possibilidade de ampliação, modificação, evolução, transformação, expansão, adaptação e modernidade ele procurou conhecer e dominar. Quando algo fugia do seu domínio ele trazia para junto de si pessoas excelentes – os que dominavam aquela área em que era inapto. Hoje, é o homem mais rico do mundo e exerce influência na sua área de domínio. Tudo começou em uma simples garagem.

A Bíblia diz em Oséias 4.6: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento”. Conhecimento insere pesquisa, estudo, investimento, possibilidades, tempo, análises, erros e acertos; é saber como algo funciona de frente para trás, de trás para frente, de lado, de costas, de ponta cabeça; conhecer é dominar, é ser excelente, é ser “o cara”.

Infelizmente, muitos cristãos perderam-se nesta jornada. Voltaram-se somente para o espiritual e deixaram de lado o domínio intelectual, cultural e físico. Estão parados, apáticos e achando que não é mais necessário conhecerem o que está ao redor.

Entendemos que todo cristão tem o dever de ser o melhor em tudo, conhecer-se, desenvolver-se, capacitar-se em sua totalidade, ou seja, corpo, alma e espírito são de fundamental importância. Se você tem algo a fazer, faça com excelência, seja o melhor em tudo o que fizer, ou então se recuse a fazer. Mas até para dizer “não” você deve exercer domínio. Em primeiro lugar, você tem que admitir para você mesmo e depois para o outro que você não conhece isto ou aquilo, então dirá: “Procure alguém que domine o conhecimento para exercer esta tarefa”. Ou então: “Dê-me uma chance para procurar conhecer, dominar e então falaremos”.

Tenha uma vida com propósitos e seja praticante da habilidade dada a você por Deus – antes mesmo do seu nascimento. Aí você me pergunta: “Qual é o meu propósito?”
Eu lhe respondo: somente você é quem pode me dizer.

Autora: Dra. Carla Ivonete S. Campos
Psicóloga e Coordenadora do Seminário Restauração Profissional

restauraprofissional@hotmail.com

Gestão de Pessoas - Empreendedores de Cristo

AGREGANDO VALOR A SUA EMPRESA 
Rick Warren
Se você tem investido no mercado de ações, compreende o significado de "valorização". Valorizar significa "elevar o valor". Negócios saudáveis têm muitas formas de bens valorizáveis, mas a mais importante delas, em qualquer ramo, são as pessoas que nela trabalham. Todas as coisas se originam ou recaem sobre a liderança, mas o potencial das pessoas que seguem os líderes também é importante. Pessoas de qualidade produzem mercadorias e serviços de qualidade. Com a capacidade de valorizar seus empregados ou companheiros de trabalho cria-se uma empresa mais valorizada.
Como você valoriza aqueles que trabalham para você ou com você? Mostrando-lhes o seu apreço. Como? O melhor meio de investir em seu negócio é demonstrar a importância das pessoas que trabalham com você, reconhecendo sua contribuição para o sucesso da empresa.
Reconhecimento faz brotar o melhor em nós. Ele nos ajuda a aprender melhor e nos estimula a ser mais produtivos. William James, grande psicólogo, disse:
"O princípio mais profundo na natureza humana é o anseio de ser reconhecido."
O célebre autor Mark Twain disse certa vez: "Um bom elogio me impulsiona por uns dois meses!"
A Bíblia tem muito a dizer sobre o valor de expressar reconhecimento.
Por exemplo, ela diz: "...Animem-se uns aos outros e edifiquem-se uns aos outros" (I Tessalonicenses 5.11). O autor de Hebreus exorta seus leitores a: "Consideremos uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e às boas obras... procuremos encorajar-nos uns aos outros" (10.24-25).
Empreendimentos de sucesso valorizam três coisas nas pessoas:
Suas diferenças. Reconhece e valoriza a singularidade. Deus fez cada um de nós diferente por uma razão: a vida seria desinteressante e enfadonha se todos agíssemos da mesma maneira. Existe vigor na diversidade. Concentre-se em criar unidade sem forçar uniformidade.
- Sua confiança. Um ótimo momento para mostrar reconhecimento aos outros é quando eles permanecem ao seu lado durante tempos difíceis. Reconheça as pessoas com as quais você pode contar, especialmente quando está sob pressão.
- Seu esforço. Demonstre reconhecimento pelo que as pessoas fizeram quando deram o que tinham de melhor, se empenhando ao máximo, não importando qual tenha sido o resultado. Um "tapinha nas costas" produz melhor resultado que um chute.
Reconhecimento efetivo apresenta três características:
- É real - é preciso ser genuíno, vir do coração, não superficial ou manipulador.
- É identificável - deve ser expresso de forma clara e específica para que aquele a quem se destina sinta-se reconhecido.
- É constante - deve ser freqüente, não ser "armazenado" ou reservado para ocasiões ou propósitos especiais.
Ken Blanchard, popular escritor, locutor e autoridade em administração,diz: "Adote o hábito de surpreender as pessoas fazendo algo certo!"
Quanto mais você demonstra reconhecimento pelas pessoas com quem trabalha, mais elas gostarão de você, de sua empresa e do trabalho que lhes é solicitado fazer. Pessoas que se sentem valorizadas e reconhecidas são mais alegres, mais produtivas e mais leais.
A propósito: reconhecimento não é algo que funciona apenas no seu negócio.Funciona também com seu cônjuge e seus filhos. Experimente. Eles irão gostar!

Texto de autoria de Rick Warren, autor do best-seller "The Purpose-Drive Life" (Uma Vida Com Propósito), traduzido em diversas línguas, e no qual analisa a importância de um propósito cuidadoso e claramente expresso para guiar a vida cotidiana. Tradução de Mércia Padovani.
Esta mensagem pode ser encontrada no site "Contando Histórias", no endereço: www.contandohistorias.com.br/
O EMPREENDEDOR E O TEMPO
Silvia M. Faria
Nunca se investiu tanto a nível profissional como na atualidade. Vivemos dias onde cada vez mais, o lado profissional tem requerido tempo e energia, dias onde as pessoas tem se desdobrado e participado de muitas coisas, seja por desejo próprio ou por exigência do mercado de trabalho: cursos, palestras, pós-graduações, congressos e treinamentos, visando maximizar resultados e aprender técnicas que levem a uma melhor performance/desempenho profissional. Vale dizer que isto tem produzido um forte reflexo na vida emocional das pessoas, muitos diante de tantas exigências e competitividade têm se deprimido, desenvolvido quadros de insônia, ansiedade, fobia e tantos outros males da alma.

Como conseqüência deste alto investimento no lado profissional e na corrida desenfreada para conquista de bens materiais, vivemos dias onde cada vez mais as pessoas se dizem sem tempo. Sem tempo para fazer o que gostam, sem tempo para estar com quem elas gostam, sem tempo para se cuidar, sem tempo para as “coisas de Deus”. No fundo, elas estão é com duas dificuldades básicas: 
  • Dificuldades de relacionar com elas próprias, com o outro e com Deus, por isto se dizem sem tempo para todas estas coisas;
  • Dificuldades para desfrutar do fruto de suas conquistas: sua casa, seus bens, seu clube, seus filhos, sua vida...
Homens e Mulheres têm penhorado a própria família em prol de seu “sucesso profissional”, seus casamentos estão destruídos, sua relação conjugal em crise, seu cônjuge está ferido e distante; seus filhos cresceram, sem que ele tivesse tempo para acompanhá-los, para levá-los ao jardim, ao colégio, ao clube, para brincar com eles, para saborear a delícia de ver seus primeiros passos e ouvir a melodia de suas primeiras palavras.
Tempo é dinheiro. Mas tempo, também é prioridade. Nossas prioridades, nossos valores determinam a utilização de nosso tempo. Sempre teremos, ou arranjaremos tempo para o que valorizamos, pois gastamos tempo com aquilo que é importante pra nós. Assim como o tempo é relativo, a “falta” de tempo também é relativo. Relativo aos meus interesses, motivações, prioridades e desejos.

Hoje, o maior desafio do empreendedor de sucesso, é administrar, sabiamente, seu tempo. O tempo é o mesmo, todos temos 24 horas por dia, o que faz diferença entre uma pessoa e outra é basicamente, a forma como ela investe e administra seu tempo. O dia tem a mesma duração para os que conquistam, para os que não conquistam; para grandes líderes, para homens simples; para os que fazem muito, para os que fazem pouco.

Portanto, vale a pena, perguntar: Como você tem administrado seu dia, suas horas e seu tempo? Em que você tem investido seu tempo e sua energia? No quê e com quê?

Que o próprio Deus, criador dos céus e da Terra, te ajude a ser uma pessoa sábia e equilibrada, que valoriza o que realmente tem valor nesta vida, que são as pessoas: pais, irmãos, cônjuges, filhos e amigos. Pois o verdadeiro sucesso não é somente ser um bom profissional e conseguir bons resultados em nosso trabalho, mas ser uma pessoa que tenha uma boa administração do tempo e que não viva somente para o trabalho, mas consiga também reservar, prioritariamente, um tempo para estar com ela mesma, para rir e se divertir, um tempo para estar com aquelas que ela ama e, juntos, desfrutar do fruto de seu trabalho.

A propósito, qual a ultima vez que você viajou a passeio (não a negócios) com seu cônjuge e/ou sua família?

Desafio:
Faça uma lista de tudo aquilo que você valoriza na vida e que requer tempo. Ex.: Lazer, trabalho, atividades voluntárias, família, Igreja e etc.
Depois desenhe um círculo bem grande e divida-o como se fosse uma pizza. Cada fatia representa uma atividade e o tamanho dela simboliza o tempo dispensado para ela. Quanto maior a fatia, maior o tempo gasto nesta atividade.
Após concluir, veja como ficou é faça pra você as seguintes perguntas:
  • Que sentimentos eu tenho ao visualizar este círculo?
  • Eu estou feliz com esta distribuição do tempo na minha vida?
Se a resposta for sim, parabéns... Continue priorizando aquilo que realmente tem valor pra você. Certamente, você é uma pessoa que tem priorizado relacionamentos.
Se, contudo, a resposta for não, provavelmente você está gastando tempo com coisas que não são tão importantes para você. Seu desafio é parar e rever como estas mesmas 24 horas podem ser redistribuídas.
Lembrando sempre que o mais importante não é o que temos na vida, mas quem temos; não é o que fazemos, mas como fazemos; não é tanto o que falamos, mas como falamos; não é tanto o que conquistamos na vida, mas o preço que temos pago por estas conquistas. Como empreendedores de Cristo que somos, parar e avaliar se faz necessário...

O VALOR DA AMIZADE

Descobri cedo em minha carreira profissional que, como quase tudo na vida, negócios giram em torno de relacionamentos. Quando abri minha empresa no ramo fotográfico em 1973, um senhor mais velho, de nome Elgin Smith, acolheu-me e apresentou-me às pessoas que eu precisava conhecer. Desde então, sempre tenho feito negócios com amigos e raramente com estranhos.

Acredito que amizade, ou o potencial para amizade, deveria ter prioridade máxima. Tudo se resume em quem você conhece e quem conhece você.  


Alguém disse que os melhores amigos são aqueles que fazem surgir em nós o que há de melhor. Procurar pessoas que possam me encorajar, com as quais eu possa aprender e que também queiram o melhor para si mesmas e para as que as cercam, me parece critério sólido para avaliar e estabelecer novos relacionamentos. Para ser alguém que outros gostam de ter ao lado é mais do que ter um conjunto de habilidades. Por exemplo, os músicos que conseguem os melhores trabalhos não são os que têm maior capacitação vocal ou instrumental, mas aqueles com quem as pessoas gostam de estar. Isso é também verdade, em vários níveis, para outras profissões.   


Se quer ter amigos, seja amigo. Se quer que as pessoas se interessem por você, mostre interesse por elas. Este é um tópico que a Bíblia considera importante e sobre o qual tem muito a dizer.  

Amizade exige que sejamos amigos. A verdadeira amizade é um relacionamento mutuamente benéfico, tanto nos negócios como na vida pessoal.  Devemos estar dispostos a dar de nós mesmos o que exigimos dos outros.“O homem que tem amigos deve, ele próprio, ser amistoso...” (Provérbios 18.24 – tradução livre).   

Amizade pode ser mais íntimo que relacionamentos familiares. Nossos relacionamentos com membros da família- pais, irmãos, irmãs, primos e avós - são importantes, mas às vezes, por causa da proximidade, do tempo passado juntos, interesses mútuos e lutas compartilhadas, os laços de amizade podem vir a ser ainda mais fortes. O restante do versículo anterior afirma: “...Mas existe amigo mais apegado que um irmão” (Provérbios 18.24).   

Amizade é consistente. Qualquer um pode agir como amigo quando os tempos são agradáveis e as coisas vão bem. O verdadeiro amigo, porém, permanece junto mesmo durante tempos difíceis e graves. “O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade” (Provérbios 17.17).   

Amizade exige sacrifícios. O verdadeiro amigo dá de si mesmo, ainda que isso não lhe seja conveniente ou mesmo lhe seja custoso. O exemplo maior disso encontramos em JESUS CRISTO, que disse: " Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos" (João 15:13).


Autor: Jim Mathis
Contribuição: Renato Tiraboschi

O Valor de uma Liderança Sábia

O Titanic navegava alegremente pelo oceano, mas sua tripulação jamais havia recebido instrução para casos de resgate e emergência. Eles não tinham um plano para a evacuação dos passageiros, e a maioria dos tripulantes não sabia sequer como descer um bote à água.

Tudo precisou ser planejado e aprendido enquanto o barco afundava, o que certamente fez com que muito mais vidas se perdessem. O barco havia sido surpreendido pelos trágicos eventos daquela noite com a "guarda baixa", e o preço pago por isso foi muito alto.

Será que o mesmo acontece conosco? Em caso positivo, nós também pagaremos um alto preço. Todo líder precisa ter a capacidade de enfrentar uma crise e sair dela com êxito, mas o objetivo maior deve ser ter a sabedoria para agir antes que a situação se transforme em uma crise. Muitas de nossas crises são desnecessárias, e surgem como resultado de uma liderança pobre.

Outros dois barcos tiveram um papel importante no drama do desastre do Titanic: o Californian e o Carpathia. Os capitães destes barcos, juntamente com o capitão Smith do Titanic, refletem as melhores e piores características da liderança. O Californian tinha um capitão reservado e cauteloso. Quando ouviu a notícia de que havia gelo em sua rota, ele reduziu a velocidade. Quando viu o gelo, ordenou que o barco parasse e esperassem até o amanhecer. Seu operador de rádio começou a advertir os outros barcos sobre o perigo existente na área. Às 19:30 o Titanic recebeu a mensagem e a registrou. Essa foi uma das seis advertências que o Titanic recebeu naquela noite, e a nenhuma foi dada atenção. Isso demonstra a história de indiferença que havia em sua ponte de comando, não apenas por parte do capitão, mas de todo o pessoal da ponte que não deu atenção às advertências recebidas. Quando essa atitude se apresenta em um líder, o desastre é iminente.
 

O mar Atlântico Norte, geralmente agitado, estava muito calmo naquela noite. Mais de um oficial afirmou que jamais havia visto tal tranqüilidade no mar. O Primeiro Oficial do Titanic observou mais tarde em sua declaração: "Tudo estava contra nós". A calma do mar também alcançaria a tripulação do Californian. O guarda observou o Titanic aproximar-se a algumas milhas, e logo viu quando parou. Primeiro pensaram que estava tendo cuidado por causa do gelo, como eles mesmos haviam feito. O capitão disse ao guarda que o acordasse se algo acontecesse.
Em seguida o Titanic disparou um sinal de emergência. Quando acordaram o capitão, este pensou que o sinal deveria ser para outro barco que não conseguiam ver. O operador de rádio estava dormindo, mas eles nem sequer o despertaram para verificar se seria possível um contato com o Titanic. Mais sinais foram lançados, enquanto a tripulação do Californian continuava pensando na mesma hipótese. Eles ficaram olhando enquanto o Titanic afundava, suas luzes se apagavam e ele desaparecia no mar! Se tivessem respondido ao primeiro sinal, o Californian poderia ter salvo aqueles que morreram.

A complacência no Titanic e no Californian pode parecer incrível, mas será que os nossos líderes econômicos e políticos serão capazes de fazer algo diferente? Quando o final da história chegar, seremos julgados do mesmo modo? A orquestra continuará tocando enquanto afundamos? A racionalização é um escudo popular que os covardes utilizam enquanto os que têm coragem para proclamar as advertências são taxados de "alarmistas" e de propagarem mensagens negativas.

O outro barco envolvido no drama do Titanic era o Carpathia, capitaneado por Arthur H. Rostron, conhecido por sua capacidade de tomar decisões rápidas e infundir energia aos que trabalhavam sob seu comando. Era um homem crente, que sempre orava. Às 00:35 o operador de rádio do Carpathia invade a cabine de Rostron para informar que o Titanic havia se chocado contra um iceberg.

Rostron reagiu como deveria: imediatamente ordenou que o Carpathia retornasse e acelerasse a toda velocidade em direção ao Titanic; e logo depois de fazê-lo, perguntou ao operador se tinha certeza da mensagem! Um notável contraste com a reação da tripulação do Californian. Em seguida, Rostron demonstrou o que é um verdadeiro líder preparado: ele pensou em tudo. Ordenou ao médico inglês que fosse à primeira classe; ao italiano que fosse para a segunda e ao húngaro à terceira. Enviou todas as provisões necessárias para atender aos feridos ou enfermos. Ordenou a diferentes oficiais que se localizassem em diferentes locais do convés, instruindo-os a anotarem os nomes dos sobreviventes e os transmitirem por rádio. Prepararam uma série de macas com cadeiras para colocarem os feridos. Amarraram linhas de bóias dos dois lados do barco, com cordas para prender os botes salva-vidas. Todas as portas do convés foram abertas. Ele também ordenou que os oficiais se encarregassem de seus passageiros, atendendo-os e mantendo-os fora da área na qual estavam os feridos. Todos receberam ordens para preparar café, sopa e provisões. Designou os oficiais que atenderiam os camarotes, salas de fumar, bibliotecas, etc., acomodando os sobreviventes. Em seguida ordenou que parte do pessoal explicasse aos passageiros o que havia sucedido.

Rostron então precisou enfrentar o maior problema: o gelo. Ele aproximava-se a toda velocidade da mesma área na qual o Titanic havia se chocado. Não poderia reduzir a velocidade, mas procurou reduzir o risco para seu próprio barco e passageiros. Colocou um homem no porto da guarda, mais dois na popa, um de cada lado da ponte, e ele próprio se colocou ali de prontidão. Seu segundo oficial, James Bisset, observou que o capitão logo utilizou o recurso que para ele era o mais importante: orou.

Às 02:45 Bisset viu o primeiro iceberg. Eles o rodearam e continuaram avançando. Durante a hora seguinte, contornaram mais cinco. Às 04:00 atingiram a última posição informada pelo Titanic e começaram a levantar os botes salva-vidas. À medida que amanhecia, o cenário tornava-se mais desolador e impactante: o mar estava repleto de icebergs, até onde a vista alcançava. Nem mesmo os sentinelas do Carpathia haviam visto tantos.

O difícil resgate dos sobreviventes do Titanic aconteceu de forma tão ordenada que a paz reinava sobre todos. Os passageiros do Carpathia foram contagiados pelo espírito solidário da tripulação. Os passageiros da primeira classe ofereceram seus camarotes aos sobreviventes; outros faziam tudo o que podiam. Em uma das noites mais escuras e trágicas da história, o capitão, a tripulação e os passageiros do Carpathia se destacam como luzes brilhantes de coragem e heroísmo. São uma demonstração do que é a verdadeira liderança. Não dormiam como os outros; e não se deixaram enganar pela calma do mar: estavam preparados e agiram.

As lições que esta história contém podem ser aplicadas a qualquer situação de crise. O orgulho e/ou a complacência podem levar qualquer empreendimento à tragédia. A preparação pode nos dar a capacidade de enfrentar qualquer tragédia e salvar o que de outro modo se perderia.

Em muitos casos, uma liderança sábia pode evitar que a crise se instale. Entretanto, algumas crises virão, não importa quão sábios ou vigilantes sejamos. Há inúmeros fatores neste mundo que não podemos controlar, e não podemos estar sempre a salvo deles. É correto tentar evitá-los, mas também é aconselhável estar sempre preparado.

Os sábios aprendem com os erros dos outros. A catástrofe do Titanic provavelmente salvou muitos outros barcos de um destino semelhante. E também pode salvar o nosso, se procurarmos aprender com ela.

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